
Hoje é quase impossível entrar em uma empresa, loja, clínica ou recepção sem encontrar uma TV ligada.
A boa notícia: as telas já estão lá.
A má notícia: na maioria dos casos, elas não estão trabalhando a favor do negócio.
Sem estratégia, gestão e propósito, as TVs viram apenas o que chamamos de decoração digital — estão ligadas, mas não informam, não engajam e não geram resultado.
Após mais de 20 anos implantando projetos de Digital Signage no Brasil, identificamos padrões claros de erros que se repetem em diferentes segmentos.
A seguir, os cinco mais comuns — e como resolvê-los de forma prática.
Erro 1 — Atualizar conteúdo por pendrive ou manualmente
Este ainda é um cenário muito frequente.
Alguém cria um vídeo ou apresentação, coloca em um pendrive e conecta na TV.
Quando é necessário atualizar, alguém precisa lembrar de trocar o arquivo — e, em redes maiores, cada unidade faz de um jeito.
Consequências:
- Conteúdo desatualizado no ar
- Mensagens incorretas ou vencidas
- Falta de padrão entre unidades
- Dependência de pessoas específicas
Solução:
Gestão centralizada de conteúdo via plataforma online, permitindo atualizar todas as telas remotamente em segundos.
Se atualizar uma tela depende de um pendrive, sua comunicação ainda não é digital.
Erro 2 — Não ter uma estratégia de conteúdo
Muitas empresas instalam telas, mas não definem claramente o que deve ser exibido e por quê.
O resultado costuma ser:
- Vídeos aleatórios
- Conteúdo repetitivo
- Telas ligadas sem objetivo claro
Quando não existe propósito, ninguém presta atenção.
Solução:
Planejamento de conteúdo orientado a metas, como:
- Informar colaboradores
- Engajar clientes
- Apoiar vendas
- Reforçar posicionamento de marca
Tela sem objetivo não gera resultado — apenas ocupa espaço.
Erro 3 — Falta de padronização entre unidades
Em redes de lojas, concessionárias, clínicas ou indústrias, é comum cada unidade cuidar das próprias telas.
Isso gera:
- Marca visual inconsistente
- Campanhas nacionais demorando para chegar
- Experiências diferentes em cada ponto
Foi exatamente esse desafio que resolvemos em operações nacionais, como no projeto da Renault Brasil, onde a comunicação do showroom das concessionárias passou a ser centralizada, sincronizada e monitorada.
Solução:
Uma única plataforma que distribui campanhas para todas as unidades, garantindo padrão visual e agilidade operacional.
Erro 4 — Não medir o que está acontecendo
Muitas empresas não sabem sequer:
- Se a tela está ligada
- Se o conteúdo está rodando corretamente
- Se houve falha no player
Sem monitoramento, não existe controle.
Sem controle, não existe melhoria.
Solução:
Monitoramento remoto, logs de execução e indicadores operacionais que garantem:
- Telas sempre online
- Conteúdo correto no ar
- Comprovação de execução das campanhas
O que não é medido, não pode ser melhorado.
Erro 5 — Acreditar que Digital Signage é apenas “passar vídeo na TV”
Este é o erro mais limitante de todos.
Na prática, telas corporativas podem:
- Integrar dados internos
- Exibir dashboards operacionais
- Mostrar catálogos digitais
- Permitir configuradores de produtos
- Organizar filas de atendimento
- Captar leads no ponto de venda
Ou seja:
Não são TVs. São interfaces digitais de negócio.
Conclusão
Ter TVs na empresa já não é diferencial.
O diferencial está em como elas são usadas.
Com estratégia, tecnologia e operação adequada, telas deixam de ser custo e passam a ser:
- Canal de comunicação interna
- Ferramenta de vendas
- Experiência para clientes
- Instrumento de gestão operacional
Digital Signage não é sobre telas.
É sobre resultado.