Por que as telas deixaram de ser mídia e passaram a ser parte do sistema do negócio

Durante muitos anos, o Digital Signage foi tratado como mídia.
Uma TV na parede, um player, alguns vídeos rodando em loop e pronto: “temos digital signage”.

Esse modelo funcionou por um tempo.
Mas ele não acompanha mais a complexidade dos negócios, das operações e das expectativas de quem interage com esses ambientes.

Hoje, tratar Digital Signage como mídia é subutilizar um ativo estratégico.

O que está emergindo e já é realidade nos projetos mais maduros é o Digital Signage como infraestrutura de experiência.

 

Da tela como fim à tela como meio

Quando a tela é vista apenas como mídia, as perguntas costumam ser:

  • O que vamos exibir?
  • Qual vídeo passa melhor?
  • Quantos segundos dura o loop?

Quando a tela passa a ser infraestrutura, as perguntas mudam completamente:

  • Que experiência este ambiente precisa entregar?
  • Que decisões esta tela deve apoiar?
  • Que dados ela consome e que dados ela gera?
  • Como ela se conecta à operação, às pessoas e aos sistemas?

Essa mudança de mentalidade é o divisor de águas entre telas decorativas e telas que trabalham para o negócio.

 

Infraestrutura de experiência: o que isso significa na prática?

Tratar Digital Signage como infraestrutura significa entendê-lo como uma camada permanente do ambiente, assim como:

  • rede,
  • energia,
  • sistemas,
  • automação,
  • dados.

As telas deixam de ser um “canal de comunicação” isolado e passam a ser interfaces vivas do espaço físico.

Na prática, isso envolve:

 

1. Integração com sistemas e dados

Telas conectadas a:

  • sistemas operacionais,
  • ERPs,
  • CRMs,
  • sensores,
  • agendas,
  • fluxos de pessoas,
  • indicadores em tempo real.

O conteúdo deixa de ser genérico e passa a ser contextual e situacional.

 

2. Experiência orientada ao momento

Uma tela em uma recepção, fábrica, loja ou escritório não existe para entreter, ela existe para orientar, informar, acelerar decisões e reduzir fricções.

O que importa não é o vídeo bonito, mas:

  • se a informação chega no momento certo,
  • se reduz dúvidas,
  • se melhora fluxo,
  • se gera clareza.

 

3. Escalabilidade e padronização

Infraestrutura pressupõe:

  • padrão,
  • governança,
  • replicabilidade.

Não pode depender de:

  • pendrive,
  • improviso,
  • boa vontade local.

Projetos de Digital Signage maduros funcionam da mesma forma em uma unidade ou em mil, com controle central, regras claras e operação previsível.

 

4. Governança clara

Quando Digital Signage vira infraestrutura, surge uma pergunta inevitável:

Quem é o dono dessa tela?

Sem governança, a tela vira território de disputa: marketing, RH, operações, TI, cada um puxa para um lado.

Infraestrutura exige:

  • papéis definidos,
  • regras de uso,
  • critérios de prioridade,
  • métricas de sucesso.

Sem isso, a tecnologia até funciona, o projeto, não.

 

O erro mais comum que ainda vemos no mercado

Empresas investem pesado em:

  • TVs,
  • players,
  • suportes,
  • cabeamento.

Mas operam tudo como se fosse um projeto de mídia improvisado.

O resultado?

  • telas fora do ar,
  • conteúdo desatualizado,
  • mensagens irrelevantes,
  • zero mensuração de impacto.

O problema quase nunca é a tecnologia.
É o modelo mental aplicado ao projeto.

 

Digital Signage como ativo estratégico

Quando bem estruturado como infraestrutura, o Digital Signage:

  • melhora a experiência de clientes e colaboradores,
  • aumenta eficiência operacional,
  • reduz ruído de comunicação,
  • cria ambientes mais inteligentes,
  • gera dados,
  • sustenta crescimento em escala.

Ele deixa de ser custo e passa a ser ativo digital do espaço físico.

 

Conclusão

O mercado amadureceu.
As telas continuam as mesmas. O que mudou foi o papel delas.

Empresas que ainda tratam Digital Signage como mídia vão continuar tendo TVs ligadas…
Empresas que o tratam como infraestrutura de experiência constroem ambientes que funcionam melhor, comunicam melhor e performam melhor.

Ter telas é fácil.
Transformá-las em infraestrutura estratégica é uma decisão.

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